sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A RESTAURAÇÃO DE JUDÁ E EFRAIM

A REUNIÃO DE JUDA E EFRAIM


Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.
E os filhos de Judá e os filhos de Israel juntos se congregarão, e constituirão sobre si uma só cabeça, e subirão da terra; porque grande será o dia de Jizreel.

Oséias 1:10-11


Na biblia original está Judá e Efraim, como está no livro de Ezequiel, na profecia do vale dos ossos secos.

O exercito de esqueletos imenso que Ezequiel viu simboliza as tribos perdidas de Israel espalhadas no mundo, mas Adonai soprará sobre eles e eles se levantarão num imenso exército, tendo seu DNA restaurado como os esqueletos tiveram seus corpos transformados e foram restaurados.



HOJE MUITAS PESSOAS DISCORDAM DISSO, acham que as tribos perdidas de Israel nunca voltarão, mas Oseias 1 e 11 é mais uma prova do Retorno.

Hoje muitos israelitas das tribos perdidas estão voltando, recentemente voltaram parte de Manassés e Efraim da India.


Milhares estão voltando, mas outros ainda serão trabalhados no DNA  e voltarão.

um grande povo vai se reunir, queira os filhos da serpente ou não.

ninguem poderá impedir a restauração do povo eleito de ISRAEL.


Isso e palavra divina e milhões de anjos estão empenhados que ela se cumpra.
Lutar contra isso é lutar contra o ETERNO.


NINGUEM PODE IMPEDIR O CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS NA VIDA DAS TRIBOS DE ISRAEL.

Vivemos a ultima hora, o Apocalipse se aproxima.
Adicionem teus amigos ao TRIANGULO DOURADO, vamos denunciar a conpiração.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

UM NOVO COMEÇO, FELIZ ANO NOVO HOSH HASHANA

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Rosh Hashaná: Dia de Novos Começos


Foto Ilustrativa

Edição 85 -setembro de 2014
A Haftará lida no primeiro dia de Rosh Hashaná conta a história de Hanna. Trata-se da história de uma mulher estéril, que se tornou um dos modelos históricos do fervor da oração. Em resposta à sua súplica, do fundo do coração, D’us a fez mãe de Shmuel, o maior dos Juízes, um profeta comparado a Moshé e Aaron.
Shmuel se tornou o líder da nação durante um de seus períodos mais difíceis e ele a trouxe de volta à sua glória anterior. De sua casa em Ramah, ele viajou por toda a Terra de Israel, ensinando, julgando e inspirando. Além disso, foi o profeta que ungiu os primeiros dois reis do Povo Judeu – Shaul e David.
O Livro de Shmuel se inicia com a história de Hanna, mulher de Elkaná. Ela era uma mulher que desejava um filho mais do que tudo no mundo. Mas, há dez anos ela tentava, em vão, engravidar. O Tanach nos conta que Elkaná e sua família costumavam fazer peregrinações a Shiló, onde havia um Tabernáculo, um Mishkan – o predecessor do Templo Sagrado de Jerusalém. O líder da nação, à época, que oficiava nesse Santuário, era Eli, o Cohen Gadol, um dos maiores juízes, sucessor de Sansão. Certa vez, durante uma visita a Shiló, Hanna foi ao Tabernáculo para abrir seu coração a D’us. Eli, oCohen Gadol, estava sentado no umbral da porta, de onde a observava. “Ela estava profundamente amargurada”, conta-nos o Livro de Samuel (Shmuel, 1:10), “e ela orou ao Eterno, chorando muito”. Hanna chorava porque, como ensinam nossos Sábios, os portões das lágrimas nunca se fecham (Talmud, Berachot 32b). E ela faz um voto: “Eterno, Senhor dos Exércitos! Se olhares para a aflição da Tua serva, Te lembrares de mim e não Te esqueceres da Tua serva, e deres à Tua serva um descendente, eu o darei ao Eterno por todos os dias da sua vida...” (ibid 1:11). Hanna prometeu que se fosse abençoada com um filho, ela o dedicaria exclusivamente a D’us. Os Sábios nos dizem que Hanna pediu por um filho que fosse notável por sua sabedoria e piedade.
Eli, o Cohen Gadol, observava Hanna enquanto ela orava. Somente seus lábios se moviam, mas sua voz não se fazia ouvir. Eli, então, pensa que ela estivesse bêbada. Ele fica perplexo com sua conduta – Hanna era uma das mulheres mais justas à época – e ele se volta aos Urim v’Tumimbuscando uma resposta. Urim v’Tumim eram 12 pedras preciosas afixadas no peitoral usado pelo Cohen Gadol, nas quais estavam gravados os nomes das tribos.
De acordo com o Zohar, os Urim v’Tumim eram os Nomes de D’us de 42 e de 72 letras, colocados nas dobras do peitoral, que faziam com que as letras gravadas nas pedras se acendessem sequencialmente, de modo a emitir uma resposta a uma pergunta feita pelo Sumo Sacerdote.
Eli consultou os Urim v’Tumim e quatro letras se acendem:ShinReshKafHei. Eli supôs que as letras soletrassem a palavra Shikorá – bêbada. Mas, na realidade, as letras deveriam ter-se alinhado para soletrar a palavra KeSará – como Sara. As pedras Urim v’Tumim indicaram a Eli que a mulher que estava diante do Tabernáculo era como a Matriarca Sara, que, como Hanna, era estéril e orou pedindo um filho. As quatro letras significavam também Kesherá – ela é digna. O Gaon de Vilna explica que o erro de Eli em ler os Urim V’Tumim indicava que a Divina Providência o havia destituído de Inspiração Divina naquele momento.
Eli disse a Hanna, “Durante quanto tempo você ficará bêbada? Remova esse vinho de seu corpo!” Hanna protesta dizendo que não estava bêbada. “Não bebi vinho nem bebida alguma forte, e derramei minha alma perante o Eterno. Não julgue que Sua serva seja uma mulher vulgar – pois foi movida por muito sofrimento e raiva que falei até agora”.
Eli, que erroneamente atribuíra a Hanna uma conduta imprópria – profanar o Tabernáculo com sua embriaguez – além de acalmá-la, a abençoa. “Vai-te em paz”, diz-lhe. “O D’us de Israel te concederá o pedido que lhe fizeste” (ibid1:17).
O Livro de Samuel nos conta que “Assim a mulher seguiu seu caminho, e comeu, e não mais era triste o seu semblante”. O Maharal de Praga explica que o rosto de uma pessoa é a janela de sua alma: Quando Hanna estava tão amargurada com sua esterilidade, sua infelicidade se refletia em sua face; mas quando recebeu a bênção do maior homem de sua geração, o brilho em sua face fazia transparecer seu júbilo.
Pouco depois a bênção é cumprida. “Elkaná conheceu a Hanna, sua mulher, e o Eterno se lembrou dela. E aconteceu, com a passagem do período de dias em que Hanna concebera, que ela deu à luz um filho. Ela o chamou de Shmuel, e assim disse: ‘Eu o pedi ao Eterno’ ”. Conta o Midrash que Ele a atendeu por causa da fé e confiança de Hanna em D’us (Bereshit Rabah56:2). Nossos Sábios nos ensinam que as bênçãos são difíceis de se cumprir se a pessoa não tem fé n’Aquele que é a Fonte de todas as bênçãos.
Segundo nossos Sábios, D’us “lembrou-Se” de Hanna e ela concebeu em Rosh Hashaná, que é chamado de Yom HaZikaron, o Dia da Recordação. E ensinam que o mesmo ocorreu com Sara, nossa primeira Matriarca – mãe de Yitzhak, nosso segundo Patriarca – que concebeu em Rosh Hashaná. Esses nascimentos, que mudaram o curso da História Judaica, são frequentemente mencionados na liturgia desse dia. Como dissemos acima, a história de Hanna é lida como Haftará do primeiro dia de Rosh Hashaná.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

a mistica do SHABAT

Dimensões Místicas do Shabat


Foto Ilustrativa

Edição 80 - junho de 2013
“O Eterno fez os céus e a terra, o mar e tudo o que há neles em seis dias e repousou no sétimo dia, e por isso o Eterno abençoou o dia de Shabat e o santificou”. (Exodus 20:8-11)
A observância do Shabat é um dos fundamentos do judaísmo. A santidade do dia e os mandamentos de guardá-lo e honrá-lo são enfatizados ao longo da Torá.  O Shabat desempenha um papel central no relato da Criação do mundo e da outorga da Torá, nos Livros dos Profetas e na literatura rabínica de todas as gerações. Ademais, o Shabat é o único ritual que consta nos Dez Mandamentos e é o mandamento cuja observância é enfatizada o maior número de vezes na Torá.
Os Cabalistas ensinam que a Criação é constituída por três categorias básicas: Olam (mundo), Shaná (tempo) e Nefesh(alma). A santidade do mundo (Olam) está mais concentrada em Eretz Israel, na Terra Santa, particularmente em Jerusalém e em especial no local onde foi erguido o Templo Sagrado. No âmbito do tempo (Shaná), a santidade prevalece no Shabat e nos Yamim Tovim – as festividades judaicas.
De acordo com o judaísmo, a santidade se manifesta no tempo por meio de dias consagrados, seja na semana, no mês ou no ano. O conceito de tempo, conforme a Torá, não é uma passagem linear, e sim, uma espiral, uma hélice, que ascende da Criação. Há, portanto, uma reversão constante a um padrão fundamental, ou seja, um ciclo de tempo que se repete. O que se espera do ser humano é que tal ciclo seja virtuoso e não vicioso – que a hélice ascenda e não descenda. Exemplificando: Rosh Hashaná e Yom Kipur ocorrem todos os anos, no primeiro e no décimo dia do mês de Tishrei, respectivamente, mas espera-se que os seres humanos melhorem de um ano para o outro.
Esse mesmo conceito de tempo se aplica à semana judaica. OShabat, tendo sido criado e instituído por D’us, ocorre toda semana, sem exceção. Mas espera-se que um Shabat seja melhor que o anterior – que, à medida que passa o tempo, os seres humanos se aperfeiçoem e melhorem o mundo.
O ciclo semanal judaico está associado aos sete dias da Criação. Todo dia é, de certa forma, uma recapitulação do que ocorreu no Gênese. Cada dia da semana é, portanto, um modelo que manifesta a qualidade especial de uma das Sefirotemocionais, que são os canais de energia Divinos que criaram e que continuam a criar, incessantemente, toda a existência. O motivo por que o mundo foi criado em sete dias – de fato, a razão por que a semana é constituída de sete dias – é que cada um deles corresponde a uma das sete Sefirot emocionais. Domingo, o primeiro dia da semana judaica, corresponde à primeira Sefirá emocional – Chessed (Bondade, Amor, Atração). Segunda-feira, o segundo dia semanal, corresponde à segunda Sefirá emocional – Guevurá (Justiça, Disciplina, Restrição, Severidade). Terça-feira está associada à Tiferet(Beleza, Compaixão), quarta-feira à Netzach (Vitória, Ambição, Eternidade), quinta-feira à Hod (Humildade, Majestade, Glória), sexta-feira à Yessod (Fundamento, Carisma) e o Shabat, o sétimo e último dia da semana, à Malchut (Realeza, Soberania, Liderança).
Shabat representa, portanto, a manifestação pública do Rei dos reis. O Sétimo Dia é o dia da semana em que a glória de D’us se torna mais perceptível na Terra: é a culminação do processo por meio do qual o Infinito transmite Sua glória das mais altas esferas da existência à nossa.
Todo Shabat é o dia mais sagrado do ano – até mais do que os dias festivos judaicos –, pois é o dia do Rei do Universo. Já os outros dias sagrados do calendário judaico estão ligados ao Povo Judeu: celebram ocasiões especiais ou eventos milagrosos que D’us realizou em nosso benefício. O Altíssimo, de certa forma, se junta a nós para celebrar tais datas, tornando-as “festas para o Eterno” (Levítico 23:4) – dias de comunhão entre os Filhos de Israel e o Eterno. Mas o Shabat, em sua essência, não está ligado ao Povo Judeu: o Sétimo Dia precede a criação física do ser humano. O Shabat é o dia do Eterno, que Ele santificou após ter finalizado a Criação do Universo. Graças a seu grande amor por nós, D’us nos convida para compartilhar Seu dia com Ele. Esse é um dos significados do verso que utiliza linguagem metafórica e antropomórfica para descrever a Criação: “[O Shabat] é um sinal entre Mim e os Filhos de Israel para sempre, pois em seis dias fez D’us os Céus e a Terra, e no sétimo dia, cessou de sua obra e repousou” (Êxodo 31:17).
A própria palavra hebraica Shabat está associada a Shuv, “retorno”, que é a raiz de Teshuvá, que significa o retorno a D’us. Essa associação de palavras revela um dos propósitos fundamentais do Shabat: o retorno à Fonte Primária e Suprema. Pois o Shabat serve para nos lembrar, constantemente, de que foi D’us quem criou os Céus e a Terra e que, portanto, toda a existência pertence a Ele e Dele depende. Esse conceito é elucidado por Rabi Chaim ibn Attar, oOhr HaChaim. Em seus comentários sobre o primeiro Shabatda Criação, esse talmudista e cabalista sefaradi escreve que, no Gênese, D’us criou um Universo que permaneceria em existência por apenas seis dias.


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